segunda-feira, 14 de maio de 2012

DIA DAS MÃES 2012

Tenho ouvido muitas histórias através do MONACI e conhecido pessoas maravilhosas que se abrem para o amor. Amar é a única palavra que pode definir a maternidade. Maternidade que não se caracteriza pela capacidade biológica de gerar filhos, mas, acima de tudo, de gerar idéias que transformam vidas, atos que definem valores e vivência do verdadeiro sentido de servir e renunciar a coisas, com alegria e total desprendimento. Um de meus filhos do coração me pediu para escrever uma frase que definisse a maternidade: ACREDITAR NO AMOR, ACEITAR DESAFIOS E NÃO DESISTIR NUNCA. O MONACI gostaria de abraçar a todas as mães, sejam biológicas, afetivas, mestras, conselheiras, curativas, aconchegantes...do coração. Parabéns a todas as mulheres que investem em almas e acreditam poder construir um mundo melhor. Aristéia

segunda-feira, 7 de maio de 2012

MONACI ENCONTRA MINISTRA MARIA DO ROSÁRIO NA VIII CONFERÊNCIA ESTADUAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE



O Monaci participou na noite de 07/05/2012 da abertura da VIII Conferência dos Direitos da Criança e do Adolescente. Ainda que as autoridades locais afirmassem que o ECA está  sendo cumprido integralmente no Paraná, a Ministra Maria do Rosário (Secretária de Direitos Humanos da Presidência da República) propugnou a união de todos os esforços para que a primazia do interesse da criança seja uma realidade, já que a Presidenta Dilma Roussef pretende lançar um plano decenal (apartidário) para que o ECA seja efetivamente cumprido. O MONACI recebeu da Ministra todo o apoio e no dia 08/05/2012 nova reunião foi agendada para melhor compreensão do quadro caótico da atuação do Poder Judiciário no que tange ao cumprimento de prazos na tramitação dos processos que envolvem crianças e adolescentes, especialmente daqueles de destituição do poder familiar e o direito a uma nova família. Como se pode considerar que o Estatuto da Criança e do Adolescente é respeitado? As quatro meninas que não foram dadas em guarda/adoção ao casal Aristéia e Alberto Rau continuam na instituição ASSOCIAÇÃO CURITIBANA DOS ÓRFÃOS DA AIDS, abrigadas desde que nasceram (com 5, 9, 11 e 14 anos). Será que completarão maior idade sem que tenham o direito de conviver normalmente em sociedade e no seio de uma família? Com tristeza, muitas das autoridades que estavam presentes ao evento, que prometeram tomar providências, nada tinham a dizer sobre o assunto, uma vez que nada fizeram de concreto para modificar a difícil situação dos que estão sob a tutela do Estado (mas que não são vistos, muito menos ouvidos).   

DEPOIMENTO DE MÃE PELO CORAÇÃO


Olá Aristéia, desejo muita felicidade a vocês todos, a adoção é um grande passo que tomamos mas que vale muito a pena.
Acho muito triste e até vergonhoso que a justiça daqui se comporte dessa forma, através de amigos sei que a adoção em outros estados, inclusive no Rio, segue rumos mais felizes. 
Tenho temor por essas pessoas que estão tendo o poder de decisão sobre a vida dessas crianças e estão sendo negligentes. Já fui voluntária em abrigos e deixei de freqüentá-los justamente por ver as crianças ficando, crescendo, sem ter a chance de ter uma família. Me revolta quando vejo na televisão o poder judiciário culpar os pretendentes que estão na fila por querem apenas bebes, sendo que quem convive com a realidade sabe que este não é o real problema.
Mas infelizmente enquanto a verba de manter essas crianças sustentar ong's e associações é isso que veremos total desinteresse em encaminhar essas crianças para a adoção.
Minha história na adoção começou desse jeito, lutando por uma criança que conheci no abrigo. Como não conseguimos adotá-la resolvemos entrar na fila. Nosso filho "nasceu" aqui, após 2 anos de espera.
Nossa filha é de Colombo, graças ao juiz, Dr. Fábio, que resolveu achar uma família para os casos que se mantinham parados. Conseguimos a guarda dela mesmo sem destituição do pátrio poder, algo impensável em Curitiba.
Temos desejo de ter outros filhos, mas sinceramente sinto um enorme desânimo de me habilitar de novo. Muitas vezes fomos tratados como se estivéssemos fazendo algo de errado na vara da infância.
Fico feliz que existam pessoas como vocês que se importaram ao ponto de gastar seu tempo, brigar, e até mesmo arriscar a chance de ter seus filhos. Pode parecer as vezes que não mudou nada, mas muda sim. Quanto mais o assunto for falado, discutido, maiores são as chances de essas crianças terem um lar.
Um grande abraço.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

QUESTÕES SOCIAIS QUE ENVOLVEM DIREITOS HUMANOS FAZEM PARTE DA PAUTA DO MONACI – PRINCÍPIO DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA

Aristéia Moraes Rau, fundadora do Monaci, participou no último dia 14/04/2012 do 1º FÓRUM DE DIGNIDADE MÉDICA em Curitiba. Discorreu sobre as questões que envolvem os direitos humanos numa perspectiva histórica, a inserção da matéria na CF/88 (art. 1º, item III) e a importância desse princípio vetor na gestão pública e finalidade única do Estado, ou seja, como afirma Ingo Wolfgang Sarlet: "O Estado que existe em função da pessoa humana, e não o contrário, já que o ser humano constitui a finalidade precípua, e não meio da atividade estatal" (obra "Dignidade da Pessoa Humana e Direitos Fundamentais"). Ressaltou que a violência maior contra os profissionais da medicina é a violação da dignidade do direito à saúde, infelizmente ainda uma realidade em nosso país. Essa mesma falta de cuidado se visualiza na educação e, principalmente, com o abandono das crianças e jovens que estão sob a tutela do Estado. Todo esses problemas (saúde – dignidade do médico/paciente, educação e crianças/jovens abandonados) fazem parte de uma péssima gestão da coisa pública. Citou como exemplo, a compra de carros para os desembargadores do TJ/PR ao custo de 4,5 milhões e mais 2,2 milhões ano para pagamento de motoristas, quando o aparelhamento do Estado do Paraná em questão de entrega da tutela jurisdicional é de péssima qualidade. Das mais de 1300 crianças abrigadas no Estado do Paraná, apenas 153 estão na fila de adoção. Como justificar para a sociedade do descumprimento sistemático do Estatuto da Criança e do Adolescente?

 www.dignidademedica.org/
 
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