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terça-feira, 28 de maio de 2013

JUSTIÇA: A MADRASTA MÁ E CRUEL.




 O seguinte relato foi recebido através do email do MONACI. Todas as informações de identificação foram suprimidas a fim de evitar problemas ao autor, vez que sua situação no processo de adoção ainda é arriscada e o mesmo teme retaliações no judiciário.

"Inicialmente, gostaria de parabenizá-los pela iniciativa de criar este movimento. Entendo muito bem a causa de vocês pois fiquei quase 3 anos esperando na fila de adoção de Curitiba até que desisti de esperar e estou adotando em outro Estado.
 Durante o período a nossa espera, inclusive, visitamos um abrigo de Curitiba e quando nos  identificamos como proponentes a adoção fomos extremamente maltratados e fomos "convidados a nos retirar" do abrigo por uma moça que se dizia assistente social.
 O CNA serviu somente para resolver um problema para o judiciário: diminuir o número de processos de habilitação de casais (menos serviço). Antes deste cadastro mal feito e inoperante os casais proponentes a adoção podiam se habilitar em diversas comarcas onde soubessem que havia crianças aguardando para serem adotadas. Hoje eles não podem mais fazer isso. Não sou da área jurídica mas sei que todo o Direito é baseado em princípios e um dele diz que a justiça precisa ser acionada para agir, pois, conforme um jargão muito utilizado neste meio, "a Justiça não socorre os que dormem". Isso significa que a Justiça somente pode fazer algo por aqueles que a acionam e, por isso, todo cidadão tem o direito de acioná-la. Isso vale para todos, exceto para os proponentes a adoção. O CNA os amordaça e os obriga a esperar calados.
 É revoltante a lentidão e  má vontade com a qual a justiça cuida dos processos de adoção. A explicação da maioria dos juízes das varas de Infância e Juventude é que as crianças abrigadas estão bem e não correm riscos e, portanto, elas não são prioridade. A prioridade é dada para os casos de denúncia de maus tratos e de menores infratores. No meu entendimento se os processos de destituição do poder familiar e de adoção fossem tratados como prioridade e fossem mais rápidos, certamente teríamos menos casos de menores infratores e de maus tratos. A Justiça não ataca a origem do problema e, no meu entendimento, as prioridades estão invertidas.
 O problema disso tudo é que muitos pais proponentes a adoção desistem ao longo do caminho e alguns, como eu, se cansam de esperar e resolvem agir mesmo cientes de toda a insegurança jurídica que terão de enfrentar. O prazer de acordar com o meu filho pulando em cima de mim e gritando "papai" não tem preço. Faria tudo de novo se fosse necessário. Hoje ele já tem quase 3 anos e o processo ainda não foi concluído."

Vamos nos unir nesta LUTA pela criança abrigada!

quinta-feira, 2 de maio de 2013

MÊS DAS MÃES: LAÇOS ETERNOS - CRIANDO 21 FILHOS


Iniciando as comemorações DO MÊS DAS MÃES, prestamos a nossa homenagem a ROSICLER GUIDOLIN RIBEIRO, que junto com seu esposo Ozair de Jesus Ribeiro Filho, educaram com amor e muita dedicação 21 filhos, dos quais 18 foram filhos do coração. Quando se ama tudo é possível.

"No ano de 2007, quatorze anos desde a primeira adoção, oito anos de funcionamento do colégio, nascimento de nosso primeiro neto e término da missão de nosso filho mais velho. Foram muitas as experiências agradáveis que aconteceram nesse curto espaço de tempo. O mais importante é que aprendemos a lidar com nossas emoções e evoluímos em nossas atitudes, conseguindo transpor obstáculos de medo e insegurança. Muitos desafios que pareciam que não superaríamos foram vencidos."

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

DEPOIMENTO CONVERGENTE

"Olá Aristéia e Alberto,
ótimo artigo, reflete a realidade. Como mãe adotiva, já estou enjoada de ler artigos ou matérias extensas em revistas e jornais sempre culpando as exigências dos adotantes pela lentidão. Adotei em Curitiba, demorou 8 meses para ser habilitada e 2 anos para adotar meu filho na época com 5 anos. Mudamos a idade da criança pretendida de 2 para 5 anos durante o processo, acredito que isso é natural devido ao amadurecimento do casal. Mas isso foi criticado pela juíza, mesmo sendo a nossa uma adoção bem sucedida, há 3 anos. Parabéns pelo belo trabalho de vocês. Iracélia"

 Recebido em 26/02/2013 por Promonaci.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

ADOÇÃO: MEDIDAS URGENTES

"Gostaria de registrar a seguinte opinião:

1. Ok, vamos promover politicas de apoio a adoção para todos, independente de idade, saúde e tudo mais, JUSTO!.

2. Agora acredito que não adianta nada "culpar" os interessados a adoção de optarem por idade, genero, etc, como sendo os "pecadores" e maus da questão da adoção.

3. Para mim o problema é um só: Poder Judiciário e Ministério Publico, CUMPRAM OS PRAZOS LEGAIS e TOMEM MEDIDAS EFETIVAS PARA UMA SERIA POLITICA NACIONAL DE INCENTIVO, REALIZEM PARCERIAS COM UNIVERSIDADES, DESIGNEM ASSISTENTES SOCIAIS, PSICOLOGOS E DEFENSORES OU ADVOGADOS PARA CADA CRIANÇA, assim as crianças que podem ser adotadas com 0 anos, não vão mais precisar esperar por ANOS, ANOS E ANOS alojadas em instituições até o seu processo finalizar para então estarem aptos a adoção. Cumpram a lei!

Atenciosamente,
Liane Veira
OAB/PR 21.876"

Fonte: Promonaci

segunda-feira, 9 de julho de 2012

ESTE É UM DOS EXEMPLOS DE APOIO/DENÚNCIA QUE O MONACI ESTÁ RECEBENDO DA SOCIEDADE - É PRECISO O CUMPRIMENTO INTEGRAL DO ECA.


Sou Assistente Social, com pós-graduaçao em Politicas de Atendimento a Criança e ao Adolescente pela UEPG e apaixonada pela adoção.

Nesta momento estou vendo a entrevista da Aristéia Moraes Rau, advogada e criadora do MONACI, no PROGRAMA MEDICINA E SAÚDE DO SINDICATO DOS MÉDICOS DO PARANÁ (SIMEPAR), sobre as crianças inadotáveis.

Amei a fala enfática da Aristéia  quanto ao descaso do Poder Judiciário na viabilizaçao da destituiçao do poder familiar de muitas crianças abrigadas privando-as de viver e conviver em família.
 
Constatei essa inoperancia do Poder Judiciário, quando estagiei na Vara de Infancia e Juventude de Ponta Grossa e fundamentei a monografia de graduaçao e pós-graduaçao sobre o tema Adoção, com a monografia A ADOÇÃO COMO POLÍTICA PÚBLICA NO MUNICÍPIO DE PONTA GROSSA.

Trabalho com Serviço Social organizacional o que me afastou um pouco da causa da Adoção.

Resido em Joinville e gostaria imensamente de voltar a realizar trabalhos na área da Adoção.
Poderiam, por gentileza, me informar se aqui em Joinville existe algum movimento dedicado a causa da Adoção?!
 
Sonia de Oliveira

segunda-feira, 7 de maio de 2012

DEPOIMENTO DE MÃE PELO CORAÇÃO


Olá Aristéia, desejo muita felicidade a vocês todos, a adoção é um grande passo que tomamos mas que vale muito a pena.
Acho muito triste e até vergonhoso que a justiça daqui se comporte dessa forma, através de amigos sei que a adoção em outros estados, inclusive no Rio, segue rumos mais felizes. 
Tenho temor por essas pessoas que estão tendo o poder de decisão sobre a vida dessas crianças e estão sendo negligentes. Já fui voluntária em abrigos e deixei de freqüentá-los justamente por ver as crianças ficando, crescendo, sem ter a chance de ter uma família. Me revolta quando vejo na televisão o poder judiciário culpar os pretendentes que estão na fila por querem apenas bebes, sendo que quem convive com a realidade sabe que este não é o real problema.
Mas infelizmente enquanto a verba de manter essas crianças sustentar ong's e associações é isso que veremos total desinteresse em encaminhar essas crianças para a adoção.
Minha história na adoção começou desse jeito, lutando por uma criança que conheci no abrigo. Como não conseguimos adotá-la resolvemos entrar na fila. Nosso filho "nasceu" aqui, após 2 anos de espera.
Nossa filha é de Colombo, graças ao juiz, Dr. Fábio, que resolveu achar uma família para os casos que se mantinham parados. Conseguimos a guarda dela mesmo sem destituição do pátrio poder, algo impensável em Curitiba.
Temos desejo de ter outros filhos, mas sinceramente sinto um enorme desânimo de me habilitar de novo. Muitas vezes fomos tratados como se estivéssemos fazendo algo de errado na vara da infância.
Fico feliz que existam pessoas como vocês que se importaram ao ponto de gastar seu tempo, brigar, e até mesmo arriscar a chance de ter seus filhos. Pode parecer as vezes que não mudou nada, mas muda sim. Quanto mais o assunto for falado, discutido, maiores são as chances de essas crianças terem um lar.
Um grande abraço.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Texto postado por um simpatizante do Monaci

Finalmente!
Em um domingo cinzento, fomos surpreendidos por uma palestra sobre adoção proferida pela Aristéia. Não que desconheçamos o tema, muito pelo contrário, porque o conhecemos é que ficamos surpreendidos com o que ela está fazendo. Finalmente, ouço alguém que se levanta corajosamente e enfrenta a hipocrisia que permeia nossa sociedade e a lentidão do judiciário.
Eu e minha esposa já percorremos todo o calvário do processo de habilitação, ouvimos todas as irritantes meias-verdades quanto ao perfil dos adotantes, todas as justificativas para a demora na destituição do poder familiar e até que a fila não anda porque “criança não dá em árvore”.
Tenho certeza de que todos aqueles que desejam adotar já ouviram isso e sabem, também, que a responsabilidade por esse quadro caótico deve ser compartilhada com aqueles operadores do direito que, do refúgio de seus gabinetes, recusam-se a visitarem abrigos, a promoverem as ações de destituição de poder familiar e insistem em absurdas e utópicas tentativas de reinserção da criança na família nuclear ou, mais recentemente, em uma pretensa família extensa.
Contudo, toda vez que se cobra maior agilidade do poder judiciário, ouvimos que falta estrutura, faltam servidores, psicólogos, em suma, falta tudo, mas, na verdade, o que falta mesmo são estatísticas que permitam aferir a efetividade e a eficácia da prestação jurisdicional. Bom, todos sabemos que o pessoal do direito é avesso a números, uma vez que eles são menos maleáveis que as palavras.
Mas, volto a insistir, como seria saudável se soubéssemos realmente quantas crianças estão em abrigos, a quanto tempo estão lá e porquê estão lá. Certamente aconteceria uma revolução se fosse aferida a taxa de êxito na reinserção familiar da criança abrigada, tão propalada após a reformulação do ECA, que diga-se de passagem, transformou uma legislação moderna em algo extramente preconceituoso em relação a adoção.
Este último índice, o de êxito na reinserção familiar, confirmaria o que intuitivamente já sabemos, são poucas as tentativas que dão certo, pois, caso contrário não teríamos um imenso descompasso entre a quantidade de crianças abrigadas disponíveis para adoção e aquelas cujo poder familiar ainda está em discussão.
O que temos na verdade é a implantação de um círculo vicioso e cruel, no qual a ação de destituição do poder familiar não é iniciada, devido a formalismos exacerbados, inúmeros e infrutíferos estudos em relação à família extensa, que se protraem indefinidamente no tempo, e cujo resultado, ao final e ao cabo, é a condenação destes pequenos a uma vida infeliz e sem esperança dentro de abrigos.
Então, começam as campanhas para incentivar a adoção tardia. Não que este tipo de adoção não deva ser estimulado, mas devemos defender que a adoção tardia deve ocorrer naqueles casos em que o abrigamento dos menores se deu em idade já avançada e não para aqueles em que bebês foram recolhidos e condenados a passar quatro ou cinco anos penando em abrigos para só então serem cadastrados para adoção.
E por último, para fechar o pernicioso ciclo, imputa-se aos adotantes a responsabilidade pelo descompasso entre o perfil dos adotantes e adotáveis, pois, segundo a estatística(esta existe?) no Brasil só se quer adotar “bebês, meninas e brancas, etc, etc”

Paulo Marcelo

segunda-feira, 16 de maio de 2011

CARTA DE APOIO DA SENADORA GLEISI HOFFEMANN AO MONACI POR OCASIÃO DA AUDIÊNCIA PÚBLICA REALIZADA NA AL/PR



SENADO FEDERAL
GABINETE DA SENADORA GLEISI HOFFMANN




Prezadas Senhoras, Prezados Senhores,    

Inicialmente, agradeço ao Exmo. Sr. Presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Paraná, Deputado Valdir Rossoni,  pelo convite feito a mim para participar deste evento, e parabenizo, calorosamente, o Deputado Tadeu Veneri pela iniciativa de propor esta Audiência Pública do Movimento Nacional das Crianças “Inadotáveis” – MONACI,  a fim de discutir e chamar a atenção para esse assunto de extrema relevância  para todos nós.
 Gostaria também de parabenizar, principalmente, o MONACI pela nobreza da missão de lutar pela adoção de crianças soropositivas, que permanecem em abrigos até a idade adulta sem que sejam devolvidas as suas famílias, quando possível, ou colocadas em família substituta.
 Muitos são os fatores que inibem pessoas de adotar uma criança com HIV, porém, conforme relatos de pais que superaram os obstáculos, nada é comparável à gratificante situação de vivenciar com a criança adotada uma experiência única, uma relação de singular afetividade e engrandecimento.    
 Embora de modo geral nos abrigos a criança soropositiva disponha de tudo o que lhe é necessário à sobrevivência, sabemos que nada substitui o amor, o carinho, o bem-estar decorrente da convivência em família, que chega mesmo a aumentar a imunidade dela,  tornando-a mais forte para enfrentar a doença.
Nesse cenário, quero aqui prestar minhas homenagens ao MONACI, bem como minha solidariedade e irrestrito apoio à causa.
 Aproveito a ocasião para ressaltar a importância de lutarmos para agilizar o processo de adoção em geral, que ainda é demasiadamente burocrático e  demorado para conclusão.  
 Seis, sete meses para o Poder Judiciário pode ser um tempo ínfimo, porém pode fazer toda diferença na vida de uma criança que passará a contar com os benefícios do convívio familiar.  Que dirá, então, de uma demora de dois, três, quatro ou mais anos, como tem acontecido em muitos casos. 
 Há muito adulto querendo adotar e muita criança precisando ser adotada. E cabe a nós, enquanto sociedade, assegurar que essas crianças terão a chance de viver em família, amando e sendo amadas.
 Dessa forma, quero me associar ao Movimento Nacional das Crianças “Inadotáveis” - MONACI, ressaltando que farei tudo o que estiver ao meu alcance para que esses pequenos brasileiros e brasileiras encontrem um lar.

Contem comigo como Senadora da República e sobretudo como mãe e cidadã!

Muito obrigada.
                                                Senadora Gleisi Hoffmann

quinta-feira, 31 de março de 2011

Depoimento do casal Samuel e Gabriela Miranda




Imagens e edição: Dex - Instituto de Defesa dos Direitos Humanos  - IDDEHA

Divaldo Franco fala sobre descendentes do HIV que não encontram lar



Trecho de palestra proferida em 19 de março de 2011 durante o 13º Simpósio Paranaense de Espiritismo  promovido pela Federação Espírita do Paraná.

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